Federação da PF teme participação de militar na escolha de sucessor
Brasília, 18 (AE) - O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, delegado Jorge Venerando de Lima, manifestou-se preocupado com a possibilidade de os militares virem a influir, por meio do ministro-chefe da Casa Militar da Presidência da República, general Alberto Cardoso, para nomear o novo diretor do Departamento de Polícia Federal. Segundo ele, há um rumor de que um general poderia vir a ser o substituto de Campelo. Na opinião de Venerando de Lima, no entanto, "os militares não estão preparados para dirigir a Polícia Federal, assim como um policial federal não pode comandar um quartel".
Ele citou entre os quadros da própria Polícia como capazes de assumir o cargo os delegados Zulmar Pimentel e o superintendente do DPF em Brasília, delegado Paulo Gustavo de Magalhães Pinto. Venerando de Lima acha que a imagem da Polícia Federal foi atingida com a crise em torno do nome de Campelo. Assessores do diretor demissionário relataram que ele está deprimido, sobretudo pelo fato de ter sido "jogado aos leões", na sessão de hoje na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, quando nenhum líder governista saiu em sua defesa.





