Federação alerta para a falta de engenheiros
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Agência Brasil 
Rio de Janeiro- Pode faltar mão de obra especializada em engenharia no Brasil para preparar a Copa do Mundo de 2014. Foi o que afirmou ontem o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro. Ele acredita que, se não for feito um trabalho junto aos estudantes e universidades, a falta de profissionais qualificados pode acabar provocando uma paralisação no desenvolvimento brasileiro. Você vai ter que importar profissional. E nós somos totalmente contra, disse.
O presidente da FNE afirmou que o Brasil tem muita expertise (profissionais competentes) no setor de engenharia e, por isso, muitos profissionais acabam sendo contratados no exterior. Temos que estar cada vez mais aperfeiçoando o nosso profissional, para que ele atue aqui dentro do país, disse.
Com o objetivo de tornar a engenharia uma profissão que atraia um número maior de jovens, a federação elaborou um material de divulgação que foi distribuído a estudantes do segundo grau. É preciso duplicar o número de formandos nos próximos cinco anos. Isso significa elevar para 60 mil o número de formandos por ano em engenharia no Brasil até 2014, diz.
Nas décadas de 70 e 80, a carreira de engenharia disputava coma de medicina a preferência dos vestibulandos no país. Tivemos 20 anos de estagnação. Isso fez com que os engenheiros migrassem para outras áreas, como a de finanças. A nova fase de desenvolvimento por que passa o Brasil reforça a necessidade de mais engenheiros, avalia.
O aumento do contingente de engenheiros qualificados atenderá ainda às Olimpíadas de 2016, à exploração do petróleo na camada pré-sal e às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


