Washington, 15 (AE-AP) - O Comitê de Mercado Aberto (Federal Open Market Committee, Fomc) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) se reunirá amanhã (16) para decidir se eleva ou não as taxas de juros primárias, hoje em 5,25% ao ano.
Os analistas estão divididos: ambos os lados podem enumerar diversos argumentos a favor tanto da manutenção quanto da elevação das taxas primárias.
Um novo aumento dos juros anularia a baixa de 0,75 ponto porcentual realizada no ano passado para fazer frente à crise da ásia, dizem os favoráveis à manutenção. Além disso, os dados econômicos mais recentes indicam que, apesar de o desemprego estar em 4,1%, o menor nível das três últimas décadas, o custo da mão-de-obra e a inflação - expurgadas as variações dos preços dos alimentos e da energia - permanecem estáveis.
Já os economistas que acreditam na elevação das taxas apontam o crescimento de 4,8% anualizados na economia dos Estados Unidos no terceiro trimestre, muito superiores aos 3% que o Fed considera "prudente", dada a escassez de mão-de-obra.
O Fed elevou os juros pela primeira vez em mais de dois anos no dia 30 de junho, e voltou a elevar as taxas no dia 24 de agosto. As duas elevações foram de 0,25 ponto porcentual.
A movimentação dos mercados hoje, véspera da reunião do Fed, foi fraca. A Bolsa de Nova York fechou praticamente inalterada em relação a sexta-feira e os títulos referenciais de 30 anos do Tesouro norte-americano fecharam oferecendo 6,026% ao ano ao investidor, leve queda ante os 6,029% da sexta-feira.
Greenspan - O presidente do Fed, Alan Greenspan, comentou hoje as mudanças na legislação bancária norte-americana na abertura da reunião da Associação de Bancos Americanos (ABA).
Greenspan limitou-se a falar do sistema financeiro, não discutindo as condições da economia. Ele disse que as mudanças legais, que permitem a associação entre bancos e seguradoras, serão benéficas para os consumidores.

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