Fecombustíveis contesta reajuste abusivo de preços
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terça-feira, 29 de fevereiro de 2000
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 01 (AE) - A Federação dos Revendedores de Combustíveis (Fecombustíveis) enviou hoje nota ao Ministério das Minas e Energia contestando as notícias de reajustes de até 11% praticados por postos de gasolina após o aumento dos combustíveis concedido em fevereiro pelo governo. Segundo o presidente da entidade, Gil Sciuffo, a média dos reajustes não ultrapassa os 5% e metade dos postos ainda não alterou sua tabela de preços no Brasil.
"A concorrência hoje é muito forte e não permite elevações bruscas", afirmou. Segundo ele, aumentos como os de 11% são exceções e só podem ser concedidos por postos que compram gasolina de distribuidoras que não recolhem ICMS, PIS e Cofins. "Existe um mercado clandestino, que rouba boa parte das vendas", revelou. Ele lembrou que 60% da gasolina vendida em São Paulo vem de distribuidoras que conseguiram na Justiça o direito de não recolher o imposto e as contribuições.
"Essa é uma diferença significativa, em torno de nove centavos nos postos do Rio de Janeiro." O presidente da Fecombustíveis afirmou estar indignado com as notícias de reajustes de até 11%. Ele considera correta a postura do ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, de querer punir os postos que reajustaram os preços de forma abusiva. Entretanto
afirmou que isso não estar acontecendo.


