Londrina - O fechamento dos retornos na avenida Madre Leônia Milito próximo ao Shopping Catuaí complicou a vida dos pedestres que tentam atravessar tanto a avenida Madre Leônia como a avenida Ayrton Senna. Com o fechamento dos retornos, o fluxo de veículos e a velocidade com que os motoristas trafegam no local aumentaram significativamente, dificultando a travessia das duas vias para os pedestres.
Segundo a manicure Luzia Souza a prefeitura deveria implantar passarelas para pedestres ou pelo menos o ''Pé na faixa'' em alguns pontos da avenida. ''Muitas vezes a gente fica cerca de 20 minutos esperando para poder atravessar a avenida, pois ninguém dá passagem'', reclama. Ela conta que o horário de saída do trabalho muitas vezes coincide com a saída de funcionários do shopping e com o fluxo de alunos das faculdades da região. ''O trânsito ficou bem pior para a gente'', diz a manicure.
A recepcionista Michelle Gripp conta que no horário de pico não tem como atravessar as avenidas. Para ela, a implantação de um sinaleiro facilitaria muito a vida de quem circula na região. Além disso, ela reclama que para ir ao trabalho, antes realizava o caminho pela PR-445, mas agora precisa dar uma volta grande para poder chegar ao seu local de trabalho. ''Eu tenho que fazer o retorno bem distante do viaduto, por onde eu costumava ir ao trabalho'', comenta.
A gerente de loja Ana Cristina Soares compara os pedestres da região aos pinos de boliche, diante da dificuldade enfrentada para cruzar as avenidas. ''É um perigo atravessar em meio aos carros, pois eles desenvolvem uma certa velocidade e fica complicado atravessar'', relata.
Para quem dirige a situação também tem ficado complicada. A advogada Lia Correia mora há dez anos no local e diz que está cada vez mais difícil de realizar a travessia nas duas vias. Ela mora na Madre Leonia Milito e afirma que ultimamente tem levado cerca de dez minutos para poder sair do prédio com seu carro.
O biólogo José Eduardo Ribeiro também reclama do fechamento dos retornos. Para ele, embaixo do viaduto da PR-445 não havia necessidade de fechar o retorno. ''Bastaria regular o tempo dos semáforos para resolver a situação'', opina. Para ele, que trafegava pelas marginas da rodovia para voltar para casa, agora precisa ir até o retorno localizado próximo ao shopping para poder voltar à marginal novamente.
Há quem elogie as mudanças. O professor Luiz Fernando Bueno conta que o fluxo de veículos melhorou depois do fechamento dos retornos. ''Com o semáforo os carros ficavam parados por muito tempo e agora está mais rápido, principalmente para quem trafega pela Madre Leonia.''
A diretora do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul), Regina Naban, informa que a solicitação para o fechamento dos retornos partiu da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU). A reportagem entrou em contato com a CMTU, que afirmou ter sido responsável apenas pela execução da obra, mas quem realizou o planejamento foi o Ippul.

mockup