Fechamento de retorno na PR-445 gera reclamações
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Toda obra gera transtorno, em maior ou menor escala. É o caso da duplicação de trecho de 17 km da PR-445, que corta o perímetro urbano de Londrina. Um dos transtornos mais recentes é o fechamento de um retorno próximo ao cruzamento com a Avenida Arthur Thomas, na zona oeste, feito na terça-feira. Com a mudança, não é mais possível cruzar a estrada naquele ponto. E o retorno mais próximo para quem segue em direção a Cambé fica a pouco mais de um quilômetro de distância.
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER-PR), o bloqueio vai durar pelo menos seis meses. A medida, no entanto, é criticada por quem mora ou trabalha nas imediações.
O cruzamento é próximo à Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o retorno às aulas pode ser confuso já que o tempo de trajeto de algumas linhas de ônibus que circulam por lá foi prejudicado. O estudante William Henrique Barbosa dos Santos, de 16 anos, diz que a mudança dificulta a travessia da rodovia. "Aumentou o tempo que esse ônibus gasta para ir ao outro lado", expôs.
Entre os motoristas que precisam passar pelo trecho diariamente, a queixa é por conta dos tráfego intenso no retorno em Cambé. "Cada fila tem até 1 km de comprimento em horários de pico. Isso aumenta o tempo de trajeto em pelo menos 10 minutos", reclamou o motorista Paulo Farias.
Os comerciantes e industriais da região apontam que o fechamento do retorno prejudica o movimento nos estabelecimentos. Proprietário de uma fábrica de balanças, Wellington Ursi, de 60 anos, conta que uma transportadora teve de mudar de endereço por causa das as obras de duplicação. Ele acrescenta que agora, para fazer o retorno, seus clientes precisam ir até Cambé e voltar.
O auxiliar administrativo Marcelo Augusto Castilho, de 39 anos, aponta que o fechamento do retorno vai acarretar aumento de despesas com combustível. "Ainda não fizemos as contas porque o retorno foi fechado recentemente, mas é claro que isso vai ter um custo para a gente", analisou.
De acordo com o engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), José Ferreira Heidgger, em seis meses os carros poderão passar por baixo do viaduto, mas até a conclusão das obras os motoristas devem ter paciência.
O trecho está sinalizado, com cavalete impedindo a passagem para o outro lado, mas não há placas nas proximidades que indiquem aos motoristas que houve mudanças no tráfego. Para Heidgger, a sinalização no local é suficiente para alertar os motoristas sobre a mudança no tráfego.
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