Fechamento de fronteira de Mato Grosso do Sul não será adiado
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domingo, 16 de maio de 1999
Por Eduardo Magossi 
São Paulo, 17 (AE)- O fechamento das fronteiras do Mato Grosso do Sul e seu consequente isolamento do restante do Circuito Pecuário do Centro-Oeste, marcado para o próximo dia primeiro de julho, não será adiado nem prorrogado, informa a coordenadora de vigilância de programas sanitários da Secretaria de Defesa Agropecuária, Denise Euclydes.
Segundo ela, o fechamento das fronteiras foi uma decisão tomada diante do foco de aftosa detectado em Naviraí no início do ano e que é necessária para a realização da sorologia de febre aftosa dos demais estados do circuito pecuário visando a obtenção do certificado de área livre de febre aftosa da Organização Internacional de Epizootias (OIE). "Em nenhum momento, o governo pensou em rever a decisão", disse.
A coordenadora informou também que uma reunião será realizada no próximo dia 27 com entidades do setor pecuário para que haja um esclarecimento maior sobre as consequências do fechamento. "A reunião não terá um caráter de rever a decisão tomada", disse.
O secretário de Agricultura do Mato Grosso do Sul, Moacir Kohl, disse que o Estado está preparado para o fechamento das fronteiras no próximo dia primeiro de julho. Com o fechamento, o Mato Grosso do Sul não poderá mais enviar gado em pé para os outros estados. Apenas poderão deixar o MS carne sem osso ou o boi que passar por um processo de quarentena e dois exames sorológicos. Segundo Kohl, os frigoríficos do MS estão se modernizando e, até o final de 1999, estarão aptos a fazer a desossa e mesmo o tratamento do couro no próprio estado.
"O problema da aftosa foi um impulso para que o MS se modernizasse", disse ele. Segundo o secretário, o processo de modernização dos frigoríficos irá criar 5 mil empregos diretos. Outros 2 mil empregos diretos serão criados com a modernização dos curtumes. Kohl disse que o ideal seria que o fechamento das fronteiras ocorresse apenas no período de realização da sorologia e não que se mantivesse por um período prolongado.
Segundo ele, o foco de aftosa ocorreu no início do ano e o fechamento das fronteiras deveria ter ocorrido naquele período e não 5 meses depois. Kohl disse também que o MS não está pressionando o governo para que o fechamento seja adiado. "O fechamento deve prejudicar mais o estado de São Paulo que Mato Grosso do Sul porque muitos frigoríficos compram boi do MS e muitos pecuaristas compram bezerros para reposição aqui também" disse.


