Fechamento de delegacias de ensino gera protestos; entidades lançam jornada em defesa da escola
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de abril de 1999
Por Juliana Junqueira e Jair Aceituno, especial para a AE 
Bauru, SP, 14 (AE) - O fechamento de várias delegacias de ensino, anunciado no fim de semana pela Secretaria da Educação de São Paulo, vem causando problemas em algumas cidades do interior. Em Avaré, cuja delegacia será fechada e terá sua jurisdição subordinada à de Piraju, professores, funcionários e estudantes saíram ontem (13) às ruas em passeata para protestar contra a medida que causará dificuldades à comunidade escolar. A distância entre Avaré e Piraju é de 70 quilômetros e não há ônibus regular ligando as duas cidades.
O fechamento da delegacia de Lençóis Paulista também causa problemas para os professores e alunos das escolas de Agudos, Paulistânea e Borebi que, agora, estão ligadas à delegacia de Jaú. Eles querem integrar a repartição de Bauru pois, para viajar até Jaú, têm, obrigatoriamente, de passar por Bauru. O secretário-adjunto de Estado da Educação, Hubert Alquéres, acredita que a distância não prejudicará o trabalho das escolas. "Não é frequente a ida de professores e alunos à delegacia", afirma.
O presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Roberto Felício, criticou hoje a distribuição das escolas por delegacias. "Houve algumas distorções", disse. Jornada - Várias entidades ligadas ao Fórum Estadual em Defesa do Ensino Público de São Paulo lançaram, hoje, uma Jornada em Defesa e Promoção da Escola Pública. A primeira atividade da jornada será a Marcha Estadual em Defesa da Educação, marcada para o dia 30.


