Fechamento da Estrada do Colono completa um mês
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
A estrada que liga as regiões Oeste (Serranópolis do Iguaçu) e Sudoeste (Capanema) do Estado, onde parte do trecho (17,6 quilômetros) divide o Parque Nacional Iguaçu, continua bloqueada desde a operação realizada pela Polícia Federal há exatamente um mês. No local onde antigamente funcionava uma guarita, 15 agentes federais se revezam diante do caminho lacrado por correntes e arames farpados.
Segundo a assessoria da Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec), continuam as tentativas de entrar com uma liminar na Justiça contra a determinação da juíza do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região de Porto Alegre (RS), Marga Inge Barth Tessler. Apesar de garantir o replantio de árvores nativas, longos trechos ainda apresentam falhas, sem qualquer sinal de mudas. Representantes do Ibama argumentaram que o inverno rigoroso prejudica o desenvolvimento e pode até matar as plantas.
As manifestações organizadas pela Aipopec não aconteceram mais no local. Os argumentos da população ribeirinha para a reabertura da estrada seriam a estagnação da cidades ligadas pela via (a distância entre elas aumentou em 140 quilômetros) e também o fim de um caminho histórico (o trecho foi aberto durante a década de 20 por colonizadores do Rio Grande do Sul).
Para ambientalistas e pesquisadores, a operação que encerrou de vez a circulação de veículos dentro da reserva de 185 mil hectares garante definitivamente o equilíbrio ecológico da fauna e flora. A discussão durou quatro anos, até sair a determinação do TRF.
Durante os oito dias em que os federais permaneceram no local, dois conflitos foram registrados. O primeiro, logo na chegada do grupo, quando quatro pessoas foram detidas por bloquear a rodovia, entre elas dois prefeitos. O segundo e mais grave, foi o confronto ocorrido no feriado de Corpus Christi (14 de junho). Os moradores investiram contra o helicóptero que transportava o diretor do Parque Iguaçu, Júlio Gonchoroski, e foram barrados com bombas de efeito moral e uso de cacetetes. Quatro pessoas ficaram feridas, entre elas uma menina de sete anos, um policial e dois manifestantes (um deles foi preso por desacato).
O caminho foi totalmente interditado com a escavação de valas.


