Belo Horizonte - Pelo menos uma pessoa morreu em consequência de febre amarela silvestre e outras 26 podem estar com a doença em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. Outras quatro mortes suspeitas estão sendo investigadas.
Os casos têm sido notificados na zona rural do município de Serro, na região central de Minas Gerais, próximo a Diamantina. Trinta e cinco cidades da área estão em alerta contra a doença.
As pessoas que se dirigem à região estão sendo orientadas a tomar a vacina contra a doença com pelo menos dez dias de antecedência. Técnicos do Ministério da Saúde vão orientar o Estado para que seja possível impedir o avanço de uma epidemia, por meio de vacinação.
O ministério recomendou a aplicação da droga de casa em casa, em cinco municípios da região. A Funasa (Fundação Nacional da Saúde) enviou uma equipe de epidemiologistas ao local.
A morte confirmada foi registrada no Natal. Inicialmente, os médicos locais pensavam que o quadro do paciente era de leptospirose. Fortes chuvas e consequentes alagamentos endossavam a suspeita, que foi desmentida com exames posteriores.
Devido a uma campanha de vacinação ocorrida em 2001, a área não era considerada de risco epidemiológico. As causas do ressurgimento da doença estão sendo investigadas.
Em 2002, houve apenas oito registros de febre amarela silvestre no País. Nessa forma da doença, o macaco serve como hospedeiro do vírus. Ela só é transmitida ao homem se ele for picado por um mosquito que picou o animal.
Após ter sido vacinada, a pessoa fica imune à doença em um prazo de dez anos.

mockup