Um surto de febre amarela na Bolívia, com 12 mortes e 28 casos registrados desde o início do ano, colocou em alerta as autoridades da área de saúde de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que fazem fronteira com o país. Em reunião ontem pela manhã, em Campo Grande, representantes da Fundação Nacional de Saúde, prefeituras e governo de Mato Grosso do Sul decidiram intensificar a divulgação da necessidade da vacinação contra a doença nas cidades fronteiriças.
A dose é fornecida gratuitamente em postos de saúde. O mosquito que transmite a dengue, o Aedes aegypti, é também capaz de transmitir a febre amarela. Em Campo Grande, também há um surto de dengue, com 1.260 casos notificados e 235 confirmados desde o início do ano, contra 704 notificações e 242 confirmações ao longo de todo o ano passado.
A responsável pela Vigilância Epidemiológica da Febre Amarela do Ministério da Saúde em Brasília, Zoraide Guerra, também notificou os Estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que fazem divisa com Mato Grosso do Sul, a intensificarem medidas de prevenção.
O surto na Bolívia ocorre nos departamentos (equivalentes a Estados brasileiros) de Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba. O número de casos registrados do início do ano até a semana passada foi quase o mesmo do anotado em todo o ano passado no país.
No ano passado, o país registrou 34 casos de febre amarela, com 15 mortes. Todos os casos foram registrados em zonas rurais. O risco de uma epidemia urbana de febre amarela preocupa os técnicos de Brasília.

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