Febre amarela na divisa põe PR em alerta
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terça-feira, 31 de março de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A confirmação de oito mortes de pessoas por febre amarela no Sudoeste paulista mobilizou as autoridades de Saúde do Paraná, exatamente um ano depois que todo o País se assustou com casos registrados em diversos estados, incluindo um em Maringá. Em São Paulo, 20 municípios da região de Botucatu estão sob emergência sanitária e a preocupação maior é de que mosquitos infectados com o vírus transmissor da doença circulem no Norte Pioneiro. A regional de Saúde de Jacarezinho foi colocada em alerta e começou a fazer vacinação.
O veterinário epidemiologista do Centro de Informações Estratégicas e Respostas Rápidas de Vigilância em Saúde do Paraná (Cievs-PR), Lineu Roberto da Silva, confirmou que a situação é preocupante e que medidas já foram tomadas nos municípios que fazem divisa com São Paulo e que ficam próximos ao rio Paranapanema, que percorre quase todo Noroeste e Norte paranaense. O que preocupa mais é o trânsito de mosquitos que podem estar infectados. Estamos monitorando e fazendo a vacinação de pessoas em situação de risco, comentou.
Lineu explicou que pessoas que estiveram em matas das regiões Oeste e Norte Pioneiro precisam ficar mais atentas. Isso porque se expuseram em maior grau ao risco de serem picadas por mosquitos infectados pelo vírus da febre amarela. Ele reforçou que a vacina é válida por 10 anos e apenas quem não foi vacinado neste período deve procurar uma unidade de saúde.
O veterinário apontou que os principais sinalizadores de perigo são os macacos. Se começarem a aparecer animais doentes ou mortos, as autoridades de Saúde devem ser avisadas, salientou. Ele disse que as últimas duas mortes de macacos ocorreram na região de Rio Bonito do Iguaçu.
O Brasil viveu uma vacinação em massa contra a febre amarela entre o final de 2007 e início de 2008, quando houve corrida aos postos em razão dos casos de morte. Apenas no Paraná, segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas mais de 1,5 milhão de doses.
Outras orientações e informações podem ser obtidas gratuitamente no Cievs, pelo telefone 0800 643-8484.


