São Paulo, 30 (AE) - Vinte e quatro pessoas já morreram em Goiás desde as primeiras notificações de casos de febre amarela, a partir de setembro do ano passado. Ao todo, há 48 pessoas contaminadas no Estado, além de 18 casos suspeitos, à espera de confirmação por exames.
Ainda no fim do ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde iniciou uma campanha de vacinação em Goiás, principalmente na região da Chapada dos Veadeiros e no Norte do Estado, áreas consideradas focos do mosquito haemegogus, transmissor do vírus da doença, que fica hospedado em macacos.
Esta semana, a doença matou R.S., de 21 anos, no Distrito Federal, onde também existem outros quatro casos suspeitos - dois moradores de Brasília e dois habitantes de cidades da região do Entorno do DF. Apesar da campanha de vacinação, muitos moradores das zonas rurais permanecem sem imunização.
Apenas um caso de febre amarela foi confirmado na região de São José do Rio Preto - o primeiro, desde a década de 50, no Estado de São Paulo. O comerciante José Valter Righetto, de 49 anos, morreu no dia 17. Righetto havia passado o carnaval às margens do Rio Grande, no município de Santa Albertina, mas os exames ainda não confirmaram o local em que ele foi contaminado. "Precisamos aguardar os resultados dos exames dos mosquitos transmissores da febre amarela coletados na mata de Santa Albertina", disse o responsável pela Vigilância Epidemiológica de São José do Rio Preto, Cássio da Silva Melo. "E se esses mosquitos não estiverem infectados?", indaga.
Deverá ser divulgado amanhã o resultado do exame de um caso suspeito, uma mulher de Santa Albertina, cujo nome não foi divulgado. Ela está internada no Hospital de Base de São José do Rio Preto. Há outros três casos suspeitos - dois de Fernandópolis e um de Jales.
MG - Pelo menos oito casos suspeitos de febre amarela haviam sido registrados, até hoje à tarde, em Mato Grosso. O Estado teve duas mortes provocadas pela doença autóctone - ou seja, em que a pessoa não foi infectada em outra região do País. O trabalhador rural D.P.F., de 48 anos, trabalhava em uma fazenda no município de Diamantino, no norte do Estado. Ele apresentou os primeiros sintomas em fevereiro. Atendido na cidade, precisou ser levado para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, onde chegou em estado terminal e morreu no dia 1.º. J.Q.S., de 14 anos, era trabalhador rural em Nobres, ao norte de Mato Grosso. Segundo a Secretaria da Saúde, em fevereiro ele apresentou um quadro de febre alta e fortes dores de cabeça. Internado em um hospital de Nova Mutum, foi depois transferido para Cuiabá, onde morreu no dia 1.º.
Equipes de saúde estão fazendo a busca do mosquito haemagogus, transmissor da febre amarela silvestre nas matas e nos locais onde eles trabalhavam. Nas áreas rurais dos município de Nobres, Diamantino e Nova Mutum a vacinação está sendo intensificada.

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