Febm nunca havia registrado mais de uma morte em rebeliões
São Paulo, 25 (AE) - Criada em São Paulo em maio de 1974
a Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor nunca registrou mais de uma morte em suas rebeliões. O último caso de morte dentro da Febem foi recente. Ocorreu no dia 19, em Ribeirão Preto, quando um interno foi assassinado a tiros por outro garoto, no pátio. Após o incidente, 24 menores fugiram, mas 8 foram recapturados logo em seguida. A arma não foi encontrada, mas a polícia acredita que seja um revólver calibre 38.
Na capital, a última morte em unidades da Febem havia ocorrido na noite de Natal, em 1998. Um adolescente morreu e 23 ficaram feridos depois de uma tentativa de fuga no Complexo do Tatuapé, na zona leste. A rebelião, que começou por volta das 23 horas, ocorreu na Unidade de Ensino (UE) 17, onde havia 70 meninos internados. Houve confronto com monitores e um incêndio. A unidade ficou destruída. Além de queimaduras, os meninos apresentavam sinais de agressão, segundo o padre Júlio Lancelotti, que havia visitado as instalações e conversado com internos. "Alguns têm marcas evidentes de espancamento", disse ele.
Em março de 1996, o chefe da Vigilância da UE-1 do Complexo do Tatuapé, Severino Porfírio da Silva, de 45 anos, morreu de enfarte durante uma rebelião com 106 menores. Ficaram feridas 35 pessoas nesse motim. Numa rebelião que durou 26 horas e fugiram 575 menores, em outubro de 92, o corpo de um menor foi encontrado carbonizado no dia seguinte ao motim, entre os escombros de um depósito da unidade do Tatuapé. No depósito, ficavam estocadas latas de tinta, que eram usadas pelos menores como estimulante. O telhado cedeu com o fogo e o garoto não conseguiu fugir.





