Washington- A FDA, agência federal americana que regula os produtos alimentários e farmacêuticos nos Estados Unidos, considera que não existe base científica que justifique o uso medicinal da maconha, em um comunicado publicado ontem em seu site na internet. A FDA contradiz assim as conclusões de um grupo de médicos que integram o respeitado Instituto de Medicina (IOM, na sigla em inglês), que havia considerado, em 1999, que a maconha poderia ‘‘ser moderadamente útil para reduzir alguns sintomas, como a náusea e os vômitos causados pela quimioterapia nos doentes de câncer e a anorexia dos doentes de Aids’’.
  Segundo a FDA, ‘‘nenhum estudo científico sério demonstra a utilidade médica da maconha’’ para tratamentos nos Estados Unidos e nenhum dado humano ou animal apóia a inocuidade ou a eficácia da maconha para o uso médico geral’’. Além disso, ‘‘há indícios sólidos que destacam que fumar maconha é nocivo’’, destacou a agência.
  No total, 11 estados americanos autorizaram por referendo e por votação em Parlamento o uso da maconha para vários problemas médicos, como a Aids, o câncer, o glaucoma e a esclerose múltipla, sempre sob prescrição médica.
  Mas a Suprema Corte americana resolveu em 2005 tornar ilegal o uso da maconha, autorizando o governo federal a deter qualquer pessoa que use esta droga inclusive por razões médicas nos estados em que seu uso havia sido legalizado, como a Califórnia, por exemplo.

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