FDA aprova novo tratamento para diabete
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quinta-feira, 27 de março de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O FDA (Food and Drug Administration), órgão norte-americano responsável pela aprovação de medicamentos nos Estados Unidos, acaba de aprovar o uso combinado da rosiglitazona (comercializada no Brasil pela GlaxoSmithKline com o nome comercial Avandia) com insulina. A liberação vai permitir, segundo os especialistas, maior controle da diabete tipo 2, que afeta 90% dos casos da doença. ''Havia uma contra-indicação no uso da rosiglitazona com insulina, pois se temia que poderia provocar retenção de líquido e aumentar os riscos de distúrbios cardiovasculares. A liberação pelo FDA indica que este risco não existe de fato'', explica Marcos Antônio Tambascia, chefe da disciplina de endocrinologia da Universidade de Campinas (Unicamp).
A aprovação do Avandia em combinação com insulina foi baseada em pesquisas realizadas durante 26 semanas com aproximadamente 1.100 pacientes. Os estudos incluíram dois testes com doses fixas combinadas, um para redução de insulina e o outro com pacientes com problemas nos rins. Os resultados mostraram a segurança e eficácia do Avandia na combinação diária de 4 mg com insulina, gerando uma queda significativa da glicose no sangue. ''Aproximadamente 40% dos que participaram dos dois testes com doses fixas conseguiram diminuir a dose de insulina'', diz David Pernock, vice-presidente da unidade farmacêutica da Glaxo.
Tambascia explica que as pessoas que sofrem de diabete do tipo 2 não têm problemas com a produção de insulina. ''Os níveis de glicose no sangue ficam altos porque há uma resistência à insulina produzida pelo organismo. As drogas atuam diminuindo essa resistência'', explica.
Com o Avandia, segundo Tambascia, o controle das condições gerais do paciente com diabete tipo 2 fica muito mais fácil. ''O uso combinado, além de diminuir a dose necessária de insulina, eventualmente pode diminuir também a quantidade de remédios que o paciente precisa tomar diariamente'', diz Tambascia. O controle dos níveis de colesterol, triglicídios e da pressão arterial também fica mais fácil, segundo o endocrinologista.


