NOVA YORK - O FBI está procurando o brasileiro Elmar Chediak, de 34 anos, natural de Poços de Caldas, acusado de chefiar uma quadrilha de falsificadores de documentos de imigração.
Chediak, cujo nome os policiais suspeitam que seja falso, seria responsável pela colocação de cerca de 300 brasileiros nos Estados Unidos, nos últimos quatro anos, com papéis frios. Ontem, um retrato falado dele foi distribuído às companhias aéreas e agentes estacionados nos aeroportos da Costa Leste - a polícia federal americana acredita que Chediak está tentando fugir para o Brasil, desde que parte de sua quadrilha foi presa.
A figura de Chediak é central num caso ocorrido em Sommerville, na Grande Boston, em fevereiro. Na ocasião, o FBI estava investigando denúncias anônimas contra pastores da igreja evangélica Assembléia de Deus, que estariam ajudando imigrantes ilegais a conseguir empregos.
Durante a investigação, agentes encobertos prenderam Zenaide Vieira, Sebastião Pereira e Tânia Silva. Os três confessaram a confecção e venda de documentos falsos para brasileiros.
No apartamento de Zenaide e Sebastião, o FBI encontrou 400 cédulas de identidade americana (o chamado Green Card) e 370 formulários do Social Security (a previdência social americana), todos em branco.
Os dois confessaram ter emitido cerca de 120 documentos para imigrantes ilegais nos últimos seis meses. A procura pelos dois documentos, obrigatórios para quem quer conseguir emprego legal no país, ficou muito valorizada depois da mudança da lei de imigração, no início do mês - o conjunto vale US$ 8 mil no mercado negro.
Zenaide, Sebastião e Tânia foram libertados sob fiança de US$ 10 mil cada, com dinheiro pago por amigos da Assembléia de Deus. A data de seu julgamento ainda não foi marcada. O FBI suspeita que Chediak chefiava as operações porque os outros três têm menos tempo de Estados Unidos do que ele (um ano cada) e a emissão de documentos frio remonta a março de 1994.
Uma conexão brasileira do grupo operaria em Governador Valadares. Chediak é moreno, cabelos pretos, pesa 74 quilos e tem cerca de 1,70 de altura.
Sequestro A polícia civil do Rio prendeu ontem Cláudio José de Sousa Fontarigo, acusado de sequestros a empresários no Rio. Entre suas vítimas estaria Eduardo Eugênio Gouveia Vieira Filho, 22, filho do presidente da Federação das Indústrias do Rio. Segundo a polícia, Fantarigo foi preso em um apartamento no Morro da Mineira (zona norte). Eugênio Filho foi sequestrado em outubro de 95 na zona sul. Logo depois, cem policiais ocuparam o Morro da Mineira. A libertação veio 36 dias depois.

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