'Fazia 15 anos que minha carteira não via registro'
Fazer o curso de porteiro não é a senha para arrumar um emprego. Mas certamente ajuda. A procura por profissionais formados nas instituições que oferecem o curso ainda não é grande, embora o certificado seja um diferencial no momento da contratação. Foi o que aconteceu com Liliana Pinheiro, 44 anos, que até se tornar porteira num prédio residencial, nunca tinha tido um trabalho fixo.
Fui encaminhada para uma vaga no setor de limpeza, onde fiquei por 26 dias. Quando surgiu a vaga na portaria fui escolhida, conta ela. Liliana diz ter enfrentado muitas dificuldades até arrumar um emprego devido à idade e ao fato de ser obesa. Hoje estou super feliz. Até já consegui emagrecer 11 quilos.
Outra que está comemorando novo emprego é a porteira Maria Eloísa Lopes Ananias, 41 anos. Fazia 15 anos que minha carteira não via um registro, brinca ela. Fiz o curso em fevereiro deste ano e antes de terminar já estava trabalhando, cobrindo férias no condomínio onde trabalho hoje. Eloísa comenta que o curso de porteira lhe proporcionou conhecimento e maior segurança. Tenho certeza do que estou falando e os moradores também se sentem seguros.
Foi a síndica Neusa Maria Sanches quem deu oportunidade a Maria Eloísa de retornar ao mercado de trabalho. Ela aponta dois fatores para a escolha: a realização do curso e o fato de ser mulher. Acho que é um campo excepcional para as mulheres. Elas são mais delicadas para tratar com os moradores.
Manoel Moreira Alves acabou de concluir o curso e ainda procura emprego. Ele destaca que são muitas as vagas para porteiros para nem todos os patrões dão importância à qualificação profissional. Muitas vezes é preciso ter quem indique, o que nem sempre signfica estar apto para a função de porteiro ou zelador de um prédio. (B.B.)





