Fazendeiros vão mover ações contra o governo do Estado
Emerson Cervi
De Curitiba
O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Marcos Menezes Prochet, anunciou ontem que os proprietários rurais do Paraná que tiveram suas fazendas invadidas estão montando o Movimento dos Fazendeiros Invadidos. Eles querem apresentar ações judiciais contra o governo do Estado por prejuízos e danos morais que sofreram durante ocupações de sem-terra a suas propriedades.
Só na região de Querência do Norte existem mais de 30 proprietários nessa condição e o Jaime Lerner corre o risco de passar para a história como o governador que quebrou o Estado pelo grande número de indenizações que terá que pagar, afirmou.
Prochet diz estar indignado com o engavetamento das ordens pela Secretaria de Estado da Segurança. O governador vem com este papo-furado de negociação pacífica há cinco anos e agora diz que a culpa é do Incra para justificar a falta de ação do seu governo, criticou ontem.
O presidente da UDR se refere ao resultado da reunião entre deputados da bancada ruralista da Assembléia Legislativa e o governador, no início da noite de quinta-feira. Lerner afirmou aos ruralistas que não vai fazer as reintegrações de posse enquanto o Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) não disponibilizar áreas para o assentamento definitivo das famílias. A UDR divulgou ontem nota criticado o posicionamento do governador, manifestado durante a reunião com a bancada ruralista da assembléia Legislativa.
A fazenda de Marcos Menezes Prochet em Querência do Norte foi invadida pelo MST em 1996. Ele conseguiu o mandado de reintegração de posse porque a área era considerada produtiva pelo Incra. Mas teve que pedir intervenção federal, com prisão do governador, do Secretário de Segurança e do comando da Polícia Militar para que a ordem fosse cumprida.
A propriedade de Prochet vale um R$ 1 milhão, mas ele vai pedir pelo menos R$ 6 milhões como indenização por perdas e danos.





