Sorocaba, SP - Cerca de 150 homens foram contratados nos últimos dias pelos fazendeiros da região de Sandovalina, no Pontal do Paranapanema, para defender as propriedades de uma possível invasão pelos sem-terra. Segundo o coordenador regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Valmir Luiz Sebastião, muitos são jagunços trazidos do Mato Grosso do Sul e exibem armamento potente, como pistolas automáticas e espingardas de calibre 12.
No início da noite de terça-feira, dois ônibus que transportavam grupos de vigilantes entraram nas fazendas São Domingos e Santa Irene, em Sandovalina, as mais visadas pelo MST.
Hoje vence o prazo de 48 horas dado pela Justiça para que as 450 famílias acampadas deixem a beira da estrada. Segundo Valmir, o MST vai pedir ao secretário da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo, Alexandre Moraes, um prazo maior. Ele manteve a decisão de invadir uma fazenda caso o despejo do acampamento seja mantido.
O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que os fazendeiros da região entraram com pedidos de interdito proibitório no Fórum de Pirapozinho para impedir a invasão das propriedades. Os pedidos se baseiam nas ameaças feitas pelo MST. As liminares devem ser expedidas hoje. Garcia negou que os fazendeiros estejam formando milícias armadas, mas admitiu o risco de um confronto.

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