Fazendeiros reagem ao Projeto Pantanal
Os fazendeiros do Pantanal Norte do Mato Grosso do Sul entraram na segunda-feira com uma ação civil pública de responsabilidade contra a União e o Estado por danos ambientais, provocados pela inundação permanente de uma área medindo 1.200 hectares na região. Eles querem a suspensão do Projeto Pantanal, avaliado em US$ 400 milhões, em fase de acertos finais para a liberação da verba do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A ação exige dos governos o ressarcimento de 1,5 milhão de cabeças de bois que perderam na inundação permanente da área, provocada pelo assoreamento do rio Taquari, que atravessa a região com o leito raso e espalhando suas águas para as fazendas. Trezentos e cinquenta famílias já foram obrigadas a abandonar suas terras. A ação foi impetrada pelo Sindicato Rural de Corumbá em nome de todos os fazendeiros das regiões de Paiaguás e Nhecolândia.
O presidente do Sindicato Rural de Corumbá, o fazendeiro Luis Alberto Victório, afirmou que o Pantanal sempre foi usado para a captação de recursos financeiros externos, e o dinheiro nunca chegou até nossa região. Sabemos que o governo de Mato Grosso do Sul já está fazendo uso político do dinheiro do BID, que financiará o Projeto Pantanal.
A ação pede que o BID seja ouvido judicialmente para confirmar ou desmentir as denúncias de que os US$ 400 milhões estão sendo pulverizados por diversas regiões do Estado.Arquivo FolhaRio TaquariFazendeiros do norte do Mato Grosso do Sul afirmam que já perderam 1,5 milhão de bois na inundaçãoJoão Naves de Oliveira
Agência Estado





