Teodoro Sampaio - O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luis Antonio Naban, anunciou ontem que 80 fazendeiros do Pontal do Paranapanema fizeram um ‘‘pacto de solidariedade’’ para defender suas propriedades das invasões do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Segundo ele, se uma fazenda estiver na iminência de ser invadida, todos os outros proprietários se mobilizarão em sua defesa.
‘‘Os invasores não vão encontrar pela frente apenas o dono e seus familiares, mas um grupo de 100 ou mais pessoas, dispostas a reagir em defesa da sua integridade e da propriedade.’’ Naban contou que o pacto foi proposto durante uma reunião dos associados da UDR, segunda-feira, em Presidente Prudente. ‘‘Os 68 presentes aderiram de forma imediata e, de lá para cá, estamos recebendo novas adesões.’’
Segundo o ruralista, a decisão de criar esse compromisso entre os fazendeiros decorreu da falta de resposta a ofícios enviados na semana passada à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo e ao comando da Polícia Militar, alertando sobre a iminência de novas invasões no Pontal.
Os fazendeiros vão recorrer, inicialmente, à polícia. ‘‘Nossa ação ocorrerá na eventualidade de a Polícia Militar e dos órgãos do governo não se mobilizarem para impedir a invasão’’, explicou. Naban revelou que os fazendeiros têm acesso a informações que permitem prever as ações do MST. ‘‘Assim que ficar clara a intenção deles de invadir uma propriedade, todos serão mobilizados.’’
O presidente da UDR garantiu que não haverá contratação de jagunços nem formação de milícias armadas, mas os fazendeiros contarão com o reforço dos empregados e arrendatários. ‘‘A maior parte dessas pessoas mora na propriedade, onde mantém a família, e participa da produção, por isso também é contra as invasões.’’ Algumas fazendas, como a Mira Lua, em Marabá Paulista, treinaram funcionários para atuarem também como seguranças da propriedade.

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