Fazendeiros acusam MST de fazer incêndios criminosos no Pará
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segunda-feira, 06 de setembro de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 07 (AE) - Fazendeiros do sul do Pará denunciaram hoje à Superintendência da Polícia Civil, em Marabá, que várias fazendas da região ocupadas por famílias de sem-terra ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) estariam sofrendo "queimadas criminosas". Os principais focos de incêndio estão nas fazendas Cabaceiras, em Marabá, e Santo Antonio, em Parauapebas, invadidas e ocupadas por 1.500 famílias. O fogo seria uma preparação da terra para o plantio.A direção do MST em Marabá nega que esteja provocando incêndios criminosos na região.
De acordo com o fazendeiro Varlei Honório, cerca de 600 hcetares de mata foram queimados pelos sem terra somente na fazenda Santo Antonio. Honório acusa o líder do MST Domingos Alencar Silva, o Tinta, de incentivar os agricultores a atear fogo ao pasto. Na fazenda Cabaceiras, afirma o gerente José Pires, o pasto também foi "destruído por queimada intencional".
O fogo na floresta da fazenda Girassol, em Parauapebas, informou o pecuarista Pedro Miranda Oliveira, está fora de controle do MST e já atinge propriedades vizinhas. "Os prejuízos são incalculáveis, mas pelo jeito nada vai acontecer com o MST", afirmou Oliveira.
Nega - A direção do MST em Marabá acusa os fazendeiros de fazer isso para incriminar a entidade. "O Ibam sabe quem devasta e queima e deveria dizer isso publicamente", acrescenta Domingos Silva, o Tinta.
Nos últimos cinco dias, o aeroporto de Marabá tem sido fechado durante algumas horas para pouso e decolagem até mesmo aqueles que são guiados por instrumentos. "Estamos preocupados com a fumaça intensa que cobre o aeroporto durante o dia", disse o superintendente da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero)em Marabá, Luiz Carlos Barra.


