O advogado Américo Leal, defensor do fazendeiro Carlos Antonio Costa, o ‘‘Carlinhos’’, acusado de ser o mandante da morte dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Onalício Araújo, o Fusquinha’’, e Valentim Serra, o ‘‘Doutor’’, disse ontem em Marabá (PA) que seu cliente tem direito à ‘‘prisão especial e segurança redobrada’’.
Segundo Leal, o fazendeiro não tem diploma de curso superior para ter direito à prisão especial, mas já atuou como presidente de mesa nas duas últimas eleições realizadas em Parauapebas.
A segurança do acusado, segundo Leal, já não mais o preocupa. Carlinhos é proprietário da fazenda ‘‘Goiás Dois’’, onde ocorreram as duas mortes. Ele está foragido desde o dia dos crimes e deve apresentar-se hoje, às 11 horas, na delegacia de Parauapebas, onde prestará depoimento ao delegado Lauriston Góes, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe). Após o depoimento, Carlinhos será transferido para a sede da superintendência da Polícia Civil em Marabá, onde aguardará o pronunciamento da Justiça.

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