O fazendeiro goiano Glênio Dias Estefânio, de 45 anos, dono da Fazenda Diamante, em Tomé-Açu, no leste do Pará, foi morto a tiros, anteontem, durante confronto com agentes da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil, segundo informações dos policiais. De acordo com os agentes do Dioe, os policiais foram recebidos à bala pelo fazendeiro e cinco supostos pistoleiros quando tentavam cumprir um mandado de busca e apreensão de armas expedido pela juíza do município, Sara Castelo Branco.
Estefânio levou quatro tiros no peito e cabeça. Ele ainda chegou a ser levado para a Unidade Mista de Saúde de Tomé-Açu, onde, porém, morreu antes de ser atendido. O delegado James Moreira de Souza, que comandou a operação policial, informou que dezenas de armas foram apreendidas na fazenda, mas os pistoleiros conseguiram fugir por dentro da mata quando perceberam que Estefânio havia sido baleado.
Souza disse que os policiais libertaram 17 lavradores que estariam sendo mantidos em regime de trabalho escravo na fazenda. Os lavradores prestaram depoimento na Delegacia de Quatro Bocas, distrito de Tomé-Açu, e contaram que eram obrigados a trabalhar sob a mira de armas. Além disso, disseram não receber qualquer pagamento há mais de quatro meses.
O delegado contou que Estefânio era conhecido na região como um homem ‘‘extremamente violento’’, que estocava armas em sua propriedade, maltratava os empregados e andava sempre armado na companhia de pistoleiros.

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