Fazendeiro discutiu com irmã Dorothy, afirma testemunha
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quarta-feira, 23 de março de 2005
Agência Estado 
Belém - O fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, teve uma áspera discussão com ela dias antes do crime. O fato foi confirmado ontem por uma das quatro testemunhas de acusação que depuseram no Fórum de Pacajá, no Sudoeste do Pará. A discussão foi por causa de um lote de terra de três mil hectares ocupado ilegalmente pelo fazendeiro. Dorothy foi morta no dia 12 de fevereiro, em Anapu, Pará.
O depoimento complica a situação de Bida, segundo o promotor Lauro de Freitas Júnior. O acusado está há 40 dias foragido, mas prometeu se apresentar ao juiz Lucas do Carmo de Jesus no próximo dia 29, data de seu depoimento. O juiz informou que Bida será citado por edital, pois o oficial de Justiça não conseguiu localizá-lo para entregar a intimação.
As outras três testemunhas reafirmaram as acusações contra Rayfran das Neves Cunha, o Fogoió, e Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo, acusados pela morte, além do capataz Amair Feijoli da Cunha, o Tato, que atuou como intermediário do crime, segundo a denúncia do Ministério Público.


