Cerca de 500 agricultores estão acampados na praça João Pessoa, na capital Paraibana, acompanhando o julgamento do agropecuarista José Buarque Gusmão, o Zito Buarque, acusado de ser o mandante do assassinato da líder sindical Margarida Maria Alves, no dia 12 de agosto de 1983, em Alagoa Grande, a 140 quilômetros de de João Pessoa. O júri começou às 9 horas e tinha previsão para terminar às 23 horas.
A expectativa em torno do julgamento do fazendeiro é grande, em razão da repercussão internacional do assassinato da líder sindical. A coordenadora Nacional das Mulheres Trabalhadores Rurais, órgão ligado à Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag), Raimunda Celestino de Macena, disse estar confiante num julgamento justo, isto é, na condenação de Zito Buarque, após ‘‘18 anos de impunidade’’.
O assessor militar do Tribunal de Justiça da Paraíba, coronel Américo José Uchôa, disse que a Polícia Militar destacou 30 policiais para manter a ordem no local, além de 15 seguranças do próprio tribunal paraibano. Por medida de segurança, o acesso ao tribunal foi controlado. As pessoas passaram por uma revista com detectores de metal e foram providenciados mais seis pontos de luz por causa do racionamento de energia.

mockup