Lindoeste - As famílias que invadiram, no início do mês, a Fazenda Santa Luzia, em Lindoeste (50 Km ao sul de Cascavel), decidiram deixar a área anteontem, depois de uma reunião com uma comissão de técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles aceitaram sair após receber garantias de que seriam inclusos no cadastro nacional de Reforma Agrária.
O Incra deverá enviar cestas básicas para as famílias que, após deixar a fazenda, montaram acampamento às margens da rodovia PRT-163. O helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Paraná acompanhou a desocupação e policiais militares fotografaram a movimentação dos invasores.
Um dos líderes da invasão, Adir Correia da Silva, disse que os sem-terra confiaram no Incra. ''A gente confiou no que nos disseram. Só espero que eles cumpram a parte deles, porque a nossa já fizemos'', declarou. Adir afirmou que os técnicos do Incra não determinaram um prazo para que as famílias sejam levadas a um assentamento. O executor regional do Incra, Valdecir Felipetto, explicou que o fato das famílias serem incluídas no cadastro, não significa que elas serão contempladas com lotes de terra. ''A seleção é feita respeitando o cadastro. São selecionadas aquelas que estão há mais tempo e que se enquadram nas diretrizes da Reforma Agrária'', ressalta.
Além do acordo com o Incra, outro motivo que levou à desocupação, foi a multa diária de R$ 100 para cada invasor, estipulada pelo juiz da 1 Vara Civel de Cascavel, Fabrício Priotto Mussi. O prazo de dez dias para a saída das famílias havia esgotado na sexta-feira.

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