Rio de Janeiro - A cidade de Niterói, a mais atingida pela tragédia no Rio com mais da metade das mortes do Estado, assistiu a um crescimento de 202% no número de favelas, entre 2000 e 2008 -de 43 para 130. São cerca de 95 mil do total de 478 mil moradores, de acordo com mapeamento do Núcleo de Regulamentação Fundiária, da Secretaria Municipal de Urbanismo e Controle Urbano de Niterói.
A cidade, que já foi a capital do Estado do Rio de Janeiro -antes da fusão com a Guanabara, em 1975-, é comandada desde 1988 pelo grupo político do atual prefeito, Jorge Roberto Silveira (PDT).
Filho do ex-governador do Rio Roberto Silveira, o pedetista Jorginho nunca perdeu uma eleição em Niterói e está em seu quarto mandato. Em 2008, elegeu-se em primeiro turno, com 60,8% dos votos.
A maior parte da favelização ocorreu no período do petista Godofredo Pinto, vice de Jorge Roberto. Godofredo assumiu o cargo quando o prefeito renunciou à função para concorrer ao governo do Estado em 2002. Godofredo se reelegeu.
Segundo o site da Secretaria de Urbanismo, Niterói ''sofre com a ocupação de áreas inadequadas, e o crescimento desordenado tem exposto parte da população, principalmente as de baixa renda, aos riscos desse processo''.

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