São Paulo - De cada três moradores de áreas urbanas no Brasil, um deles está condenado a viver numa favela, num cortiço ou em outro tipo de habitação precária. Essa proporção vale igualmente para bolivianos, mexicanos, cubanos, equatorianos e outros povos da América Latina. No mundo todo, quase 1 bilhão de pessoas habitam zonas urbanas degradadas. A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que, se nada for feito para mudar essa realidade, daqui a três décadas serão 2 bilhões de pessoas morando em péssimas condições, seja em barracos de favelas, cortiços, assentamentos ou bairros miseráveis.
Um estudo divulgado pela ONU mostra o retrato da desigualdade no item moradia. Em países em desenvolvimento, 43% da população vive mal. Nos países ricos, essa proporção é de 6%. Separando por regiões, as estatísticas mostram que na África Subsaariana, 71,9% são moradores de zonas urbanas degradadas; no sul da Ásia central, cerca de 60%; e na América Latina, 31,9%. E o que está ocorrendo é a ''urbanização da pobreza'', com as desigualdades do campo migrando para os centros urbanos.
O Dia Mundial do Hábitat foi celebrado segunda-feira.

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