Rio- A polícia do Rio investiga a existência de um campo minado na Favela da Coréia, em Senador Camará, na zona oeste do Rio. Traficantes teriam enterrado minas terrestres num matagal para evitar invasões de quadrilhas rivais. Os explosivos seriam semelhantes aos que foram apreendidos num paiol descoberto na favela em abril.
O Exército foi chamado para atestar a presença das minas, com equipamentos especiais de detecção. O oficial de comunicação do Comando Militar do Leste, coronel Fernando Lemos, informou que militares estiveram na favela há cerca de 15 dias, mas não puderam realizar o trabalho porque o mato no terreno estava alto. Lemos disse que o CML ainda aguarda definição sobre quem irá capinar a área para que as buscas sejam feitas.
Os explosivos seriam do tipo antipessoal, usados em guerras para barrar o avanço de seus oponentes, e têm poder para mutilar até três pessoas. O traficante Robson André da Silva, o Robinho Pinga, que domina o comércio de drogas na Coréia, seria o responsável pela colocação das minas.
O especialista em armas Ronaldo Leão acredita que outras favelas possam ter campos minados, dada a facilidade que os bandidos têm de comprar os explosivos. ''Só vamos saber quando inocentes forem pelos ares. Muita gente pode acabar se ferindo'', disse.
Leão afirmou que as minas constituem uma ameaça gravíssima porque são de fácil instalação e difícil remoção.

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