São Paulo, 28 (AE) - Terminou hoje , às 16h10, o julgamento de mais quatro ex-policiais militares acusados de homicídio, espancamento e outros atos de violência contra moradores da Favela Naval, em Diadema, SP. Eles foram condenados a penas entre 18 meses e 6 anos de prisão. Todos por abuso de autoridade.
O julgamento começou na terça-feira, no Tribunal do Júri de Diadema, presidido pela juíza Cláudia Maria Carbonari. Os ex- soldados Demontier Carolino Figueiredo e Adriano Lima de Oliveira, acusados de abusos de autoridade, foram condenados a 1 ano e 6 meses de prisão. O ex-cabo Ricardo Luiz Buzeto, pelo mesmo motivo, recebeu pena de 2 anos e 3 meses. O ex-soldado Rogério Neri Bonfim foi condenado a 6 anos de prisão. Dos quatro, ele era o que tinha mais acusaçäes: 12 .
Os PMs julgados nesta semana adotaram como linha de defesa transferir a responsabilidade para os ex-soldados Otávio Lourenço Gambra, o Rambo, e Nelson Soares da Silva Júnior.
Bloqueio - Em março de 1997, durante um bloqueio feito por dez policiais, Gambra matou o escriturário Mário José Josino. Outras pessoas foram espancadas pelos policiais. Um cinegrafista amador conseguiu registrar as cenas, incluindo o momento em que Gambra atirou em Josino, que morreu pouco depois.
Rambo foi condenado a 65 anos e 2 meses de prisão. Dois policiais já foram soltos: o ex-cabo João Batista Queiroz e o ex- soldado Paulo Rogério Garcia Barreto. Eles chegaram a ser condenados a penas em regime aberto e semi-aberto, mas como já haviam cumprido parte da pena em regime fechado, não precisaram voltar à prisão.
Ainda serão julgados os ex-PMs Nelson Soares da Silva Júnior e Reginaldo José dos Santos. O julgamento deles está marcado para o dia 17 de maio.

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