FAUNA E FLORA - Brasil tem 721 espécies ameaçadas de extinção
Raias e tubarões são a principal novidade na lista de espécies ameaçadas do Brasil divulgada pela União Mundial para a Natureza (IUCN). Das 25 espécies que subiram de categoria ou entraram na relação pela primeira vez, 17 são do grupo. A Lista Vermelha completa inclui quase 4 mil espécies de fauna e flora avaliadas do Brasil, das quais 721 estão nas três principais categorias de ameaça: vulnerável, em perigo e criticamente em perigo.
Entre as que correm maior risco de extinção está o tubarão-quati (Carcharhinus signatus), uma espécie adaptada a águas turvas e que só existe no estuário do Rio Amazonas. Se ela for extinta no Brasil, será extinta no mundo, diz o biólogo Flávio Lima, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.
Vários dos outros eslamobrânquios (as raias e tubarões) são peixes oceânicos e migratórios, que não residem apenas nas águas brasileiras, mas que, ao passarem por aqui, entram para a lista nacional de espécies ameaçadas.
A nova avaliação coloca 16.119 espécies nas três categorias de ameaça, 530 a mais do que na última lista, de 2004. Outras 784 espécies foram declaradas completamente extintas (11 delas no Brasil) e 65 extintas na natureza (2 no Brasil), o que significa que existem apenas em cativeiro. Ao todo, no mundo, foram avaliadas 40.177 espécies.
Também conhecidas por arraias ou peixes batóides, são peixes cartilagíneos marinhos classificados na superordem Bathoidea dos Elasmobranchii, que agrupa também os tubarões. As raias típicas têm as barbatanas peitorais como uma extensão do corpo, de forma arredondada ou em losango, pelo que se refere ao seu corpo como o disco. Existe apenas uma família de raias que habitam água doce, principalmente em rios da América Central e do Sul, a família Potamotrygonidae, cujos representantes têm também um espinho venenoso na cauda.
É considerada uma das principais ferramentas de avaliação do impacto humano sobre a biodiversidade do planeta. Criada em 1948, a IUCN conta com a participação de 10 mil cientistas de 181 países.
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