Faturamento real do varejo de SP cai 2,27% em julho
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Denise Carvalho 
São Paulo, 11 (AE) - O faturamento real do comércio varejista de São Paulo registrou queda de 2,27% em julho, quando comparado a junho, e de 6,9% em relação a julho do ano passado. De janeiro a julho, o setor já acumula taxa negativa de 2,46%. No mesmo período do ano passado, a taxa acumulada era de -1,14%. Com exceção do comércio automotivo, único setor que observou variação positiva, de 11,80%, o comércio em geral apresentou queda mais significativa, de 3,80%.
Estes dados estão na Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada na região metropoliltana pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) e divulgada em parceria com a AGÊNCIA ESTADO.
Na série com ajuste sazonal e comparadas a junho, os setores que verificaram desempenho negativo foram: bens duráveis de consumo (-3,96%), bens semiduráveis (-10,08%) e bens não duráveis (-2,58%). O grupo de materiais de construção obteve estabilidade, com variação de 0,47%.
No caso do comércio automotivo, com destaque para as concessionárias de veículos, que registraram alta de 17,07% no faturamento real em julho, é improvável imaginar um princípio de recuperação. Segundo a economista da FCESP, Rosana Curzel, a taxa acumulada no ano deste setor já atinge resultado negativo de 39,86%, sendo a maior taxa negativa acumulada desde janeiro de 1990.
"Desde janeiro de 98, as taxas acumuladas de faturamento real das concessionárias de veículos têm sido persistentemente negativas. As encomendas às indústrias mantém tendência de queda. Em maio, eram cerca de 27% menores que no mês anterior; em junho, 36% menores, repetindo esse resultado em julho", avaliou a economista.
O segmento de bens duráveis de consumo, com queda no faturamento de 3,96% em julho, apresentou crescimento de cerca de 3% para as lojas de departamentos e queda de 10,71% para as lojas de utilidades domésticas (os dois subgrupos são responsáveis por quase 90% do resultado do grupo de duráveis).
Em comparação a julho do ano passado, o desempenho do setor de duráveis está abaixo em 0,88% este mês e acumula no ano
até julho, taxa negativa de 6,55%, melhor desempenho desde o início do ano, tendo alcançado uma taxa acumulada até abril de -8,65% no faturamento real.
No comércio de bens semiduráveis (vestuário, tecidos e calçados), a queda no faturamento real de 10,08% foi puxada pela queda de 5,15% no segmento de vestuário, de 11,73% no de tecidos e de 32,66% para os calçados. Desde janeiro, o setor acumula taxa negativa de 13,47%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a taxa acumulada também é negativa, em 9,48%.
Já o grupo de bens não duráveis foi o único que apresentou variação positiva no acumulado do ano até julho, superior em 16,94% em relação a igual período do ano passado. Apesar da taxa negativa em julho, de 2,58%, a tendência do faturamento real desde janeiro de 98 é de uma taxa anualizada de 15,49%, tendo caído para 4,98% no período observado desde janeiro deste ano.


