Faturamento real da indústria cresce 3,06%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de outubro de 1999
por Rosana de Cássia 
Brasília, 14 (AE) - O faturamento real das indústrias, em agosto, registrou um crescimento de 3,06%, segundo os Indicadores Econômicos da Confederaçao Nacional da Indústria (CNI). O documento, que está sendo divulgado nesta manhã pela confederação, afirma que a queda das taxas de juros dos empréstimos deve conduzir a uma recuperação das vendas nos últimos meses deste ano. Mesmo assim, no acumulado do ano, segundo levantamento da CNI, o faturamento real ainda registra um resultado negativo, com queda de 2%.
O número de horas trabalhadas nas indústrias, em agosto, teve um aumento de 0,85%. Os técnicos da Unidade de Política Econômica da CNI, que elaboraram o documento Indicadores Industriais, justificam que o aumento deve-se ao maior número de dias úteis de agosto. Eles ressaltam, no entanto, que, depois de aplicados os fatores sazonais típicos do mês, o indicador ajustado mostra-se praticamente estável, com queda de apenas 0 08%. Mas no acumulado de janeiro a agosto, o índice é considerado o pior resultado anual entre os cinco indicadores apurados pela CNI: - 10,54%.
O nível médio de utilização da capacidade instalada da indústria subiu em agosto para 79%, 0,6 ponto porcentual a mais do que o índice alcançado em julho, segundo a CNI. Descontados os efeitos sazonais, o índice ficou em 78,5%, registrando estabilidade em relaçao ao mês anterior. No acumulado do ano, a queda chega a 1,04%.
O nível de emprego industrial em agosto ficou estável, com uma queda "quase imperceptível" de 0,01% na comparaçao com julho, segundo o documento Indicadores Industriais. Mas, depois do ajuste sazonal, o indicador, segundo o documento, fica em 0 28%, o terceiro resultado positivo consecutivo. Mas no acumulado a taxa é negativa em 6,08%.
A massa salarial real paga em agosto pela indústria teve queda de 0,33% em relaçao ao mês anterior. Segundo o documento Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o redução dos salários foi registrada em sete dos 12 estados pesquisados. Técnicos responsáveis pelo levantamento justificam a reduçao ao aumento da inflação e ao pagamento de horas extras e férias no mês base de comparaçao (julho), já que em agosto as horas trabalhadas aumentaram e o emprego permaneceu estável.


