Rio, 14 (AE) - A produção física de massas secas deverá crescer 7% nesse ano, atingindo 1,027 milhão de toneladas. A receita ficará cerca de 12% superior a do ano passado, quando o setor obteve um faturamento da ordem de R$ 1,6 bilhão. A informação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas (ABIMA), Aluizio Quintanilha.
Apesar do incremento, os fabricantes se queixam que o consumidor, ao contrário do início do plano real, está mais exigente e preocupado com custo benefício.
"O brasileiro não está buscando apenas marca, mas comparando preço e qualidade", afirma Josimar Sales, gerente de marketing do Grupo Mil.
Paulo Hermann, diretor do Pastifício Selmi, líder de mercado e dono das marcas Renata e Galo, concorda com Sales. "O consumo de macarrão de grano duro é um exemplo. No início do real, o consumidor migrou velozmente para os produtos de maior valor agregado", afirma.
Segundo ele, no decorrer dos anos as vendas voltaram para produtos mais baratos. "A comercialização de massas mais baratas está 8% superior em comparação às demais", afirma Hermann. Embora não divulgue números, Sales conta que a Massas Mil voltou a investir em produtos de menor valor agregado.
Itaguacy Ibrahim, gerente da Trade Marketing da J Macedo
compartilha da mesmo opinião. "O consumidor vem se alterando. Na hora da compra procura qualidade, mas prioriza a relação custo benefício", diz.
Mesmo com o percentual de crescimento maior que o previsto pela economia, o consumo per capita no Brasil ainda é considerado baixo se comparado a outros países. Na Itália por exemplo, a média per capita soma 28 quilos/ano. Na vizinha Venezuela chega a 12 quilos/ano, e nos Estados Unidos a 10 quilos. Cada brasileiro consome 6,1 quilos/anos.

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