Ribeirão Preto, 30 (AE) - O volume de negócios gerados durante os seis dias de realização da Agrishow em Ribeirão Preto deverá ser de R$ 800 milhões, afirmou hoje presidente da feira, Luiz Carlos Delben Leite, também presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq). O balanço parcial, segundo ele, está baseado em apuração feita pela organização do evento junto aos expositores. O volume é 30% superior ao do ano passado, de R$ 600 milhões, e supera o previsto para o evento, de R$ 700 milhões.
Balanço preliminar feito pelos bancos presentes no evento, no entanto, confirmam que um volume perto de R$ 200 milhões foi financiado (ou está em processo de financiamento) até hoje. Para Delben, o volume financiado junto aos bancos era esperado. Ele diz que, no ano passado, somente 25% foram negociados a partir de linhas de crédito junto aos dois bancos presentes na feira, o Banco do Brasil e o Bradesco. "A maioria dos produtores acaba comprando à vista ou mesmo com sistema de crediário aberto junto às próprias empresas", disse Delben. Quanto ao volume de público, o presidente diz que até o final da feira, amanhã, o número deverá atingir 106 mil visitantes, contra cem mil previstos no início do evento. Até meio-dia de hoje, o número chegou a 75 mil visitantes desde segunda-feira.
Colômbia - A Colômbia está incentivando a compra de máquinas agrícolas para elevar o nível de seu parque agrícola e promover uma maior diversificação de culturas, afirmou hoje o cônsul-geral da Colômbia no Brasil, Abelardo Ramirez Gasca, durante o Conselho de Câmaras de Comércio das Américas. Segundo ele, o país possui 14 milhões de hectares agriculturáveis e tem uma grande área sub-aproveitada e outros 42% utilizados erroneamente. "O produtor colombiano não sabe o que fazer com a terra e acaba colocando a cultura errada no lugar errado", disse o cônsul.
Para incentivar o programa, o governo colombiano deverá disponibiizar uma linha de crédito com condições facilitadas para o produtor comprar máquinas brasileiras (cujo preço está favorável pela desvalorização do real), com prazo de três a cinco anos. "Pretendemos investir no produtor para aumentar a competitividade dos nossos produtos", disse o cônsul, que não soube informar o montante que será financiado.
O setor de economia colombiana mais afetado pela desvalorização do real foi o de exportação de flores, segundo Gasca. As vendas de flores para o Brasil caíram em 60%. Elas representavam até o ano passado um volume de negócio de US$ 1,3 milhão. A Colômbia também suspendeu, por conta do real, a exportação das frutas exóticas, que movimentaram em 1998 negócios de US$ 150 mil. "Apesar do volume ser mínimo, o segmento de frutas exóticas era uma possibilidade de investimentos na qual o país estava apostando", explicou o cônsul.

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