Faturamento das micro cai 14,8% em janeiro em São Paulo.17/Mar, 16:03 São Paulo, 17 (AE) - O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) da região metropolitana de São Paulo, em janeiro caiu cerca de 14,8% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo período de 1999 o faturamento das MEPs em janeiro deste ano registrou queda de 9,1%. Os dados fazem parte da Pesquisa de Conjuntura das Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo realizada pelo Sebrae-SP e divulgados hoje. A queda do faturamento, segundo a análise, tem caráter sazonal pelo fato de dezembro ser um mês em que as vendas de Natal puxam o faturamento do comércio para cima. Por setores, em relação a dezembro de 1999, a indústria apresentou variação negativa de 16,4%; o comércio de -17,8% e serviços de -5%. Seguindo esta tendência, a indústria registrou um faturamento de -13,6% inferior a janeiro do ano passado. O comércio teve queda de 4,6% abaixo de igual período de 1999, enquanto o setor de serviços ficou negativo em 16,4% em comparação a janeiro do ano passado. A pesquisa revela que o nível de ocupação de pessoal nas MPEs paulistas, em janeiro de 2000, teve variação de 0,7% ante o mês anterior. Na comparação desse período com janeiro de 1999 o faturamento caiu 2%. Nos gastos com salários, a Pecompe mostra que houve variação negativa de 2,1% em relação a janeiro do ano anterior. Na comparação com dezembro de 1999, o resultado caiu 30,7%. Segundo a pesquisa, a diferença deve-se ao fato de em dezembro ser efetuado o pagamento da última parcela do décimo terceiro salário. A Pecompe também revela que o ambiente econômico internacional encontra-se menos conturbado neste momento e, se o preço do petróleo recuar, como se espera, para cerca de US$ 25 o barril, o Banco Central terá condições de retomar o corte dos juros. Mas, a taxa básica, dificilmente, cairá abaixo dos 18% anuais neste primeiro semestre, e de 17% a.a no final de 2000. O gerente do departamento de Pesquisas Econômicas do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê, acredita que o custo de capital tende a continuar muito elevado para as MPEs, que devem, portanto, seguir evitando estoques e tomar recursos de terceiros. Para ele, as empresas só devem incorrer em novos investimentos caso seu mercado específico ofereça alto potencial de expansão. O gerente acredita que consumo de bens não duráveis e semiduráveis, tende a permanecer, este ano, praticamente no mesmo nível de 1999. "Ainda deve ficar deprimido em função do desemprego e da corrosão da renda dos consumidores pela inflação", acrescenta. A recuperação desses segmentos, segundo Bedê, deve ocorrer apenas a partir do segundo semestre, ganhando fôlego maior ao longo de 2001.

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