Faturamento da McDonalds ultrapassa R$ 1 bi no Brasil
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 12 (AE) - A rede de fast-food McDonalds registrou no ano passado um faturamento recorde de R$ 1,027 bilhão no Brasil, com um crescimento de 18% sobre o ano anterior. De acordo com o diretor de marketing da McDonalds Comércio de Alimentos Ltda., Ronaldo Marques, a empresa está prevendo para 99 uma retração de 2% nas vendas, em decorrência das perspectivas recessivas introduzidas pela desvalorização do real, mas projeta um aumento de faturamento da ordem de 20% (para R$ 1,225 bilhão), por conta da abertura de 115 novas lojas.
A McDonalds está completando amanhã 20 anos de atuação no Brasil. O primeiro restaurante foi inaugurado dia 13 de fevereiro de 1979 na rua Hilário de Gouveia, em Copacabana. As operações brasileiras, segundo dados da empresa, movimentam atualmente 387 lojas em todo o País, com 37 mil funcionários. "Já somos os maiores empregadores do setor privado", ressalta Marques. No ranking de 115 países em que o grupo atua, totalizando mais de 25 mil restuarantes, o Brasil é o sétimo em faturamento e apresenta o sexto melhor resultado para a McDonalds Corporation, cujas vendas somaram US$ 35,8 bilhões no ano passado. Os restaurantes brasileiros da rede receberam 456 milhões de clientes em 98.
Segundo Ronaldo Marques, a McDonalds pretende dobrar a sua presença no mercado brasileiro, abrindo 225 novas lojas até final do ano 2000. Para este ano, informa, todos os contratos de franquia estão fechados. Para o ano 2.000, 75% já estão assinados. Para cada nova loja, explicou o diretor de marketing do McDonalds, há um investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão do franqueador e de R$ 500 mil do franqueado.
A McDonalds trabalha com um cenário que inclui queda de 8% no PIB, inflação de dois dígitos e câmbio estabilizado em torno de R$ 1,75, mas essas projeções não assustam. "Nunca fizemos plano de curto prazo", argumenta o executivo. Ele lembra que o grupo passou por vários planos econômicos, vários ministros e diferentes níveis de inflação.


