Faturamento brasileiro da Nortel cresce 35 vezes em sete anos
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segunda-feira, 10 de maio de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 11 (AE) - Charles Drayton, vice-presidente da Nortel Networks, uma das cinco maiores empresas de telecomunicações no mundo, está muito otimista com as perspectivas de negócios no Brasil nos próximos anos. Em sete anos, o faturamento deu um salto gigante: passou de US$ 25 milhões, em 1991 para US$ 880 milhões, em 1998.
Hoje, o Brasil responde por 40% do faturamento da América do Sul, mas deve passar para 50% rapidamente. Os negócios brasileiros são maiores do que os mexicanos e o Brasil já ocupa o 12º em importância entre os 150 países que têm negócios com a Nortel. No ano passado, o faturamento mundial da empresa foi de US$ 18 bilhões.
Ao falar nesta manhã sobre "A revolução da comunicação global", durante seminário promovido pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Drayton falou do enorme potencial brasileiro, principalmente após a privatização das telecomunicações.
A relação de celulares por habitante no País é baixa. Nos Estados Unidos, os celulares equivalem a 25% dos fixos, enquanto, em países escandinavos, são equivalentes. "É difícil projetar o crescimento esperado no País para os próximos anos, mas é muito grande", disse Drayton.
No ano passado, a Nortel investiu US$ 6 milhões no País, principalmente em uma fábrica em Campinas (SP) e, hoje, atende várias empresas do setor de telecomunicações.
Na banda A, a Nortel tem 20% de participação no mercado, com clientes como Telemig, Telebrasília, Telegoiás, Telest e Telesp. São mais de um milhão de terminais (analógicos) contratados, além de contratos de digitalização da Telebrasília e da Telemig.
Na banda B, a Nortel fornece tecnologia para três consórcios vencedores (BCP, BSE e Americel), somando 1 milhão de terminais em operação.


