Brasília, 11 (AE) - O ministro da Defesa, Élcio álvares
vem enfrentando, desde a nomeação, em 1999, diversos conflitos políticos que foram responsáveis pelo processo de "fritura" dele. Aeronáutica - O ministro da Defesa, Élcio álvares, teve atritos com a Aeronáutica desde a sua nomeação. Sua escolha irritou os comandantes das Forças, que a viram como uma compensação pela derrota na eleição ao Senado. Durante 99, a venda da Embraer e a criação da Agência Nacional de Aviação Civil foram motivo de disputa entre álvares e o comandante da Aeronáutica, Walter Br„uer. Em dezembro, o ministro disse que o Boeing presidencial, o "Sucatão", não voaria mais, irritando de novo a Aeronáutica, que dias depois fez o avião sobrevoar a cerimônia em que Br„uer entregou o cargo. No fim do mês, militares da reserva criticaram o governo em um almoço de desagravo a Br„uer.
Assessora - em dezembro, a CPI do Narcotráfico quebrou o sigilo da assessora do ministro Solange Antunes Resende, acusada de envolvimento com o crime organizado no Espírito Santo. Dois dias depois, Br„uer foi demitido, após dizer que o homem público tem de ter "vida ilibada", referindo-se à investigação sobre Solange. A assessora foi demitida no mesmo dia. Crime organizado - o nome de álvares apareceu num inquérito policial sobre a morte do advogado Carlos Batista de Freitas, em 1992. álvares não foi citado no relatório final e, em outubro, o procurador da República do Estado, Ronaldo Albo, disse que não há provas contra o ministro.

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