Fãs indignados com show vão à Justiça
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terça-feira, 08 de maio de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
O advogado Paulo Nolasco, um dos fãs da cantora Ivete Sangalo que enfrentaram problemas durante o show realizado na última sexta-feira em Londrina, vai entrar com uma ação por danos morais contra a empresa promotora do espetáculo. Nolasco pagou para assistir ao show em camarote e, depois de várias situações definidas por ele como um ''desaforo'', teve que ir embora antes de ouvir todo o repertório. O advogado revelou que estuda ainda um pedido de arresto cautelar, para garantir que as pessoas prejudicadas sejam devidamente indenizadas pela empresa.
''Foi uma vergonha o que aconteceu. Corremos risco de vida, até um início de incêndio aconteceu do nosso lado. Saí antes de terminar, temendo o tumulto que iria acontecer no final. E de fato, fiquei sabendo de gente que levou duas horas para conseguir chegar do Centro de Eventos (Zona Sul) até a área central, tamanho o engarrafamento'', acrescentou Nolasco.
O responsável pela Multi Eventos Shows, Júlio César de Oliveira, afirmou que houve dois principais motivos para os problemas ocorridos no evento: venda de ingressos falsos e falta de qualificação dos seguranças contratados, que na opinião do empresário não souberam controlar a situação. ''Na hora que os camarotes começaram a ser invadidos, eles não souberam como agir.''
Quanto aos ingressos, Oliveira revelou que percebeu a falsificação já durante o show. Porém ele disse não poder estimar ainda quantos ingressos falsos foram vendidos. ''Estamos trabalhando nisso há três dias'', disse. Ele afirmou ainda que a Multi Eventos, que é de Curitiba, vendeu aproximadamente 10 mil ingressos, incluindo os camarotes.
De acordo com o empresário, a sua empresa tem sete anos, produz os maiores shows realizados no Estado e tem experiência com eventos que reúnem até 20 mil pessoas. ''Não estou preocupado porque sei que o erro não foi nosso. Fazemos shows em Curitiba e em todo o Estado e nunca tivemos problemas como os ocorridos aí.''
O supervisor geral da Proseg Segurança e Vigilância Patrimonial, Milton Alecrim, por sua vez, disse que foram vendidos mais ingressos do que o Centro de Eventos comporta. ''Fechamos contrato para um show de até 10 mil pessoas, e tinha muito mais do que isso lá dentro.'' Por volta das 22 horas, explicou Alecrim, os portões tiveram que ser abertos para evitar um tumulto ainda maior. Segundo ele, foram escalados 120 homens treinados para lidar com controle de tumulto. ''Para 10 mil pessoas, este número de seguranças seria suficiente'', garantiu.
O relações-públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Ricardo Eguedis, informou que a polícia foi chamada apenas para atuar do lado de fora do show. ''O ofício pedia policiamento para um evento de sete mil pessoas. Ainda entramos em contato com os organizadores para ter informações sobre a segurança interna e ele afirmou que seria feita por profissionais contratados.'' (Colaborou Guilherme Borges)


