Farmácias vão manipular o Tamiflu infantil
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Marcela Rocha Mendes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Cinco farmácias de manipulação paranaenses foram selecionadas pela Vigilância Sanitária do Estado para manipular o fosfato de oseltamivir em solução oral, indicado para o tratamento infantil da gripe. As três farmácias-escolas e duas privadas receberam a descrição da técnica enviada pelo Ministério da Saúde e avaliaram se teriam condições de realizar o processo. Segundo a diretora do Centro de Medicamentos Básicos do Paraná, Deise Regina Pontarolli, duas delas já começara a produzir o medicamento no sábado e a terceira deve iniciar amanhã.
O processo será custeado integralmente pelo Governo do Estado e a distribuição será feita nas 22 Regionais de Saúde. Cerca de 600 tratamentos já foram distribuídos nesta semana.
A solução oral também pode ser usada em adultos que tenham dificuldades em ingerir cápsulas do medicamento. Além dos 28 quilos do fosfato de oseltamivir, que corresponderão a cerca de 28 mil tratamentos infantis, o Ministério da Saúde fornceu mais cápsulas para o tratamento de adulto.
Produção de álcool
Cerca de 10 mil litros de álcool gel (70%) serão produzidos por mês pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e destinados às instituições públicas paranaenses. O pedido partiu da Secretaria de Estado da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, preocupada com o retorno dos alunos em breve e uma possível falta do artigo no mercado. Mas, segundo o diretor-presidente do Tecpar, Aldair Rizzi, com custo baixo, a produção atenderá também a demanda escolas, hospitais e outros estabelecimentos do Estado.
O preço de custo será de R$ 6 por litro. ''Hoje no mercado encontramos por até R$ 50 o litro. Esperamos que, com o Estado produzindo seu próprio álcool gel, tire um pouco de pressão no mercado e os preços possam cair um pouco para a população'', afirma Rizzi.
A produção do primeiro lote iniciará após uma licença da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, o que deve acontecer nos próximos dias. Rizzi disse que o instituto já recebeu a matéria prima e espera que o primeiro lote fique pronto na próxima segunda-feira. A capacidade de produção é de 500 litros/dia. A demanda da instituições públicas será avaliada no retorno às atividades escolares, mas, caso haja sobra de material, o presidente do Tecpar não descarta repassar o produto aos municípios, instituições de saúde ou entidades filantrópicas.
A produção será toda feita pela unidade de Curitiba e distribuída aos municípios com a estrutura do Governo do Estadual. Rizzi afirmou, ainda, que a nova planta industrial do Tecpar inaugurada na semana passada teria condições tecnológicas para produzir os insumos necessários para o diagnóstico da gripe A (H1N1).


