Farmácias preparam protesto nacional
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sexta-feira, 13 de maio de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os representantes de farmácias de manipulação de todo o País fazem no próximo dia 19 uma mobilização nacional contra a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe os estabelecimentos de comercializar medicamentos nas doses já fabricadas pela indústria farmacêutica. A medida está sendo submetida a uma consulta pública e pode, de acordo com integrantes do setor, inviabilizar o funcionamento das farmácias magistrais.
Membros de entidades ligadas ao setor - como a Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Sindicato das Farmácias de Manipulação do Estado do Paraná e Núcleo Setorial de Farmácias de Manipulação de Londrina - reuniram-se ontem na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Eles discutiram estratégias para tentar reverter as modificações previstas na resolução da Anvisa.
''A mobilização é muito importante porque queremos recomeçar a discussão. Nós também queremos normatizar o setor, mas queremos a revogação total dos termos da consulta pública'', salientou Rosemere de Moura, presidente da Regional do Paraná da Anfarmag. As entidades questionam também a obrigatoriedade de o médico justificar na receita a prescrição de medicamentos manipulados e a proibição da propaganda dos produtos junto à comunidade médica.
''Queremos que os médicos tenham direito de receitar e os pacientes de pedir os medicamentos manipulados'', resumiu José Aparecido Novaes Filho, integrante da nova diretoria nacional da Anfarmag, que toma posse no dia 17.
Na opinião da farmacêutica Lucimara Dal Col Bertoli, a população será a maior prejudicada caso a resolução da Anvisa seja aprovada na íntegra. ''Não existe uma justificativa plausível para essa restrição. A única explicação é pura reserva de mercado'', aponta a farmacêutica que é sócia-proprietária de três farmácias de manipulação em Londrina.
Segundo ela, a diferença entre o remédio industrializado e o manipulado é muito grande e, caso essa proibição seja aprovada, muitas pessoas abandonarão seus tratamentos por falta de dinheiro.
O empresário Marcelo Belinetti Magalhães afirma que as dúvidas geradas sobre a qualidade dos medicamentos manipulados já produziu consequências. ''A quantidade de questionamentos atendidos no balcão cresceu muito nos últimos dias'', afirmou.(Com Betânia Rodrigues)


