São Paulo - A venda de remédios de forma fracionada está autorizada há cinco anos no País. Entretanto, quem for à farmácia comprar uma quantidade de comprimidos diferente da contida na embalagem original dificilmente conseguirá. Esta é a conclusão de uma pesquisa realizada pelo Instituto Ethos e a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste).
Segundo levantamento divulgado ontem, os pesquisadores tentaram comprar remédios de forma fracionada em 49 farmácias de cinco capitais (Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro). Nenhuma delas vendia.
Com o objetivo de mudar este quadro, as entidades anunciaram também hoje o lançamento de uma campanha em que defendem que a venda de remédios fracionados deixe de ser facultativa e torne-se obrigatória em todas as farmácias do País.
Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, dessa forma o consumidor poderia comprar a quantidade exata de comprimidos receitada pelo seu médico. Com isso, o risco de uso indevido de remédios e de automedicação seria menor. 'O consumidor não guardaria mais os remédios que sobram em sua casa', disse. 'Assim, diminuiriam os casos em que o consumidor toma remédios sem passar por uma consulta ou mesmo remédios que estão fora do prazo de validade', completou.

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