Farmácias de manipulação fazem protesto contra Anvisa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de maio de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
As farmácias de manipulação de Londrina estão em luto por causa de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe tais estabelecimentos de preparar medicamentos nas doses que já são fabricados pela indústria farmacêutica. Para demonstrar a insatisfação dos profissionais da área, a partir de hoje, todas as 33 farmácias de manipulação da cidade exibirão uma faixa preta.
Segundo a predidente do Núcleo Setorial de Farmácias de Manipulação, Lourdes Marina de Andrade, a mobilização pretende conscientizar a sociedade das implicações desta resolução e cobrar uma explicação por parte da Anvisa do porquê desta atitude. ''Além dos custos dos remédios manipulados serem mais baixos, essas farmácias possuem em média três farmacêuticos para preparar e distribuir os remédios da maneira correta ao paciente'', justifica.
De acordo com dados da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), cerca de 10% da venda de medicamentos no Brasil são realizadas nessas farmácias. ''Nas regiões Sul e Sudeste, este percentual é maior'', diz a farmacêutica Patrícia Brill. Ela lembra que há cinco anos o setor não era responsável nem por 5% das vendas. ''Temos uma resolução que regulamenta todo o nosso serviço e um controle de qualidade rígido. Por que mudar agora?'', questiona.
Além dos certificados de qualidade expedidos por empresas especializadas a Vigilância Sanitária do município é responsável pela fiscalização das condições de produção dos medicamentos e das dosagens manipuladas. ''O problema é que temos pouco pessoal para fazer uma fiscalização constante'', afirma o diretor da Vigilância em Londrina, Maurício Barros. Mas, ele garante que quando há alguma denúncia sobre ineficácia do remédio a equipe de técnicos interrompe a rotina para verificar o fato.
SERVIÇO:
Informações sobre o protesto: (43) 3336-3658 (43) 3322-3616
Em caso de ineficácia do remédio, o consumidor pode acionar a Vigilância Sanitária pelo telefone 3376-1900.
Se o consumidor quiser opinar sobre a resolução pode consultar o site da ww.anvisa.gov.br


