Londrina - Uma farmácia no centro de Londrina foi lacrada ontem e o proprietário preso acusado de comercializar medicamentos falsificados. Uma operação da Vigilância Sanitária, com apoio da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa), encontrou ainda remédios e produtos alimentícios vencidos, além da venda de objetos não autorizados e de medicamentos hospitalares de uso exclusivo.
O estabelecimento, localizado na esquina da Avenida Higienópolis com a Rua Humaitá, estava sendo monitorado pela Vigilância havia seis meses. Diversos medicamentos falsificados para disfunção erétil, provavelmente oriundos do Paraguai, foram apreendidos. "Isso é crime e por isso a polícia foi acionada e o proprietário da farmácia foi encaminhado para a delegacia", explicou Rogério Lampe, chefe da Vigilância Sanitária em Londrina.
Entre os produtos vencidos encontrados estavam diversos medicamentos e até leite em pó para recém-nascidos. "O estabelecimento comercializava ainda produtos não autorizados, como DVDs piratas e medicamentos hospitalares de uso exclusivo, como soro intravenoso", relatou Lampe.
A farmácia foi interditada por tempo indeterminado e multada em R$ 19.960,00. A Vigilância Sanitária detectou ainda irregularidades na estrutura física do estabelecimento e na sala de estoque, onde estavam medicamentos vencidos. "A farmácia estava com a autorização de funcionamento vencida, guardava o resíduo do lixo hospitalar dentro das dependências e não fazia o descarte da forma correta. Somente após corrigir as irregularidades é que poderá voltar a funcionar", frisou Rogério Lampe.
De acordo com a Vigilância, todos os produtos apreendidos, além dos que estavam em estoque, estão avaliados em R$ 300 mil.
O proprietário da farmácia foi levado ao 1º Distrito Policial (DP) e autuado em flagrante, baseado no artigo 273 do Código Penal, que trata dos crimes de "falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais". "Comercializar qualquer medicamento sem registro da Anvisa, seja ele de origem duvidosa ou fruto de contrabando, é proibido e o crime é inafiançável", ressaltou o delegado Jayme de Souza Filho. A polícia não informou o contato da defesa do dono do estabelecimento.

DISTRIBUIDORAS
Os agentes da Vigilância Sanitária interditaram ainda duas distribuidoras clandestinas de cosméticos na tarde de ontem. As empresas não possuíam alvará de funcionamento, licença sanitária, responsável técnico e nem aprovação de projetos.
A maior das distribuidoras fica localizada na Avenida José Ventura Pinto, no Jardim Califórnia (zona leste), e os fiscais flagraram diversos funcionários trabalhando na separação dos produtos. A outra empresa fica no Jardim Bandeirantes (zona oeste). "Na distribuidora do Califórnia, foram confiscados todos os produtos, avaliados em R$ 600 mil. Na segunda, o estoque era de R$ 300 mil", calculou Rogério Lampe. Segundo a Vigilância Sanitária, as distribuidoras pertencem ao mesmo proprietário. Apesar das interdições, ninguém foi preso.

mockup