Para a farmacêutica Carla Matsue, sócia-proprietária da Humana Farmácia Integrada, a resolução é positiva - porque normatiza o funcionamento das farmácias de manipulação, que estão cada vez mais conquistando o mercado. ''Acho que as farmácias de manipulação hoje estão adequadas. A resolução vem apenas para aumentar o esclarecimento sobre substâncias especiais e exigir - como já tem sido exigido no Paraná - a qualidade dos serviços prestados'', disse ela.
A farmacêutica não acredita que a resolução possa ser aplicada imediatamente no Paraná por conta das cláusulas que falam sobre o local onde os medicamentos serão produzidos. ''Têm prédios antigos que não podem ser adequados às novas normas, que prevêem o máximo de 3 metros de pé direito. No tocante aos demais temas, não será difícil.''
Carla ainda está estudando a resolução, mas ela acredita que uma das consequências da normatização será a pré-seleção das novas farmácias. ''As adaptações são complicadas. Mas os novos terão que seguir rigorosamente as normas. Isso deixará mais caro abrir uma farmácia deste tipo - o que vai selecionar naturalmente o campo de trabalho. Teremos que ter uma estrutura adequada, equipamentos obrigatórios e pessoas cada vez mais habilitadas no trato com o público.''
Com base em informações que obteve junto à Anvisa, Carla explica que as farmácias terão, a partir de 18 de março, um prazo para se adaptar, que vai variar de 180 a 360 dias. (L.P.)

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