São Luís, 8 (AE) - O deputado federal Augusto Farias (PPB-AL) e o relator da CPI do Narcotráfico, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), são duas das sete testemunhas de defesa arroladas pelo ex-deputado estadual maranhense José Gerardo de Abreu para serem ouvidas amanhã (9), no processo que apura a morte do delegado Stênio Mendonça.
Além deles, José Gerardo arrolou o próprio gerente de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim - responsável pelas investigações do crime organizado - o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Manoel Ribeiro (PSD); o prefeito da cidade de Guimarães-MA, Celso Coutinho (PPB); e mais o traficante Josias Borges, preso em São Luís; e Francisco Oliveira Rocha, funcionário da empresa Julle, de propriedade do ex-deputado.
O juiz da 2ª Vara Criminal de São Luís, José Joaquim Figueiredo dos Anjos, explicou que, como parlamentares, Augusto Farias e Moroni Torgan podem escolher depor em seus próprios estados, ou em Brasília, através de Carta Precatória, já enviada à Justiça Federal. Segundo o juiz, eles têm um prazo de dez dias para se pronunciar. "A menos que façam questão de vir a São Luís defender o ex-deputado", ironizou.
Os depoimentos no Fórum de São Luís começam às 9 horas. Serão ouvidas no total, 17 testemunhas de defesa do delegado Luis Moura, da sua mulher, Ilce Gabina; do ex-policial Jorge Gabina e do próprio José Gerardo. À exceção de Gerardo, todos os outros denunciados arrolaram o delegado Firmino Sodré (que investigou a morte do delegado Stênio) como testemunha de defesa. Também são testemunhas o superintendente de polícia de São Luís, delegado Robson Ruy Lopes; e o delegado geral, Júlio César Amaral. Todos estes participaram das investigações sobre a morte de Mendonça, o que torna curioso serem arrolados como testemunhas de defesa dos indiciados.
O delegado Almir Macêdo, preso por envolvimento no crime organizado também fará parte do rol de testemunhas. Ele foi preso durante passagem por São Luís da CPI do Narcotráfico, em outubro, acusado de ter comandado a chacina dos pistoleiros do bando Bel, responsáveis pela morte do delegado Stênio Mendonça.

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