São Paulo, 19 (AE) - Dois ex-funcionários da Administração Regional de Pinheiros afirmaram hoje que o vereador Faria Lima (PMDB) recebia cerca de R$ 120 mil mensais de dinheiro de propinas.
O ex-supervisor de Uso e Ocupação do Solo e ex-administrador regional Mário Bertolucci Neto e a ex-chefe da Unidade de Fiscalização Maria Thereza Ferrari de Castro disseram, em depoimento à polícia, que o dinheiro coletado das propinas por funcionários da regional era destinado para a campanha do pai do vereador, José Roberto Faria Lima, que foi candidato a deputado estadual no ano passado.
Além de Bertolucci e Maria Thereza, a polícia também ouviu o ex-funcionário da regional Fábio Nobre, que substituiu Bertolucci na supervisão de Uso e Ocupação do Solo no órgão. Bertolucci e Maria Thereza foram indiciados por concussão e formação de quadrilha.
Até às 21 horas, o depoimento de Nobre ainda não havia se encerrado, mas a expectativa era que ele também fosse indiciado pela polícia.
O depoimento de Bertolucci e Maria Thereza é semelhante ao do ex-fiscal Marco Antonio Zeppini, que há duas semanas afirmou que havia um esquema de extorsão de dinheiro na regional.
Zeppini declarou que os 22 agentes vistores eram obrigados a arrecadar mensalmente R$ 120 mil para a campanha do vereador.
Ele também disse que os agentes vistores eram divididos em áreas dentro da região de Pinheiros. Cada área deveria render uma determinada quantia por mês em propinas.

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